Sara Reis. 19 anos. Um pouco de livros, um pouco de música, um pouco de cinema. Apaixonada por psicologia, coca-cola e Foo Fighters. Chocólatra, emotiva, sarcástica e louca pelo Flamengo.
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songs about a girl.
domingo, 21 de fevereiro de 2010 @ 14:54

    

Olá você
Começar agradecendo novamente pela moral dos leitores, nada me faz mais feliz do que alguém comentando que leu alguma coisa aqui que curtiu e se identificou. Inclusive pessoas que não são muito próximas (achei que só minha mãe fosse ler meu blog). Agradecer também as pressões psicológicas por posts (Marina esse foi pra você), eu to com um milhão de textos encalhados aqui, mas não to mto segura sobre eles pra postar. Prefiro quando bate a vontade de escrever e eu venho postar na mesmo hora, sai com mais emoção, não sei.
Enfim...
Os últimos acontecimentos não tiram da minha cabeça coisas que inclusive já postei aqui no blog. Logo no inicio escrevi sobre essa coisa da mulher ter se tornado independente mas continuar dependente em alguns aspectos. Reli o texto, e continuo acreditando no que escrevi. Os últimos dias tem me levado a levar esse assunto para um nível mais pessoal eu acho.
Sou pisciana e como toda pisciana sou sonhadora. Cresci assim, meio mimada, meio nas nuvens, meio avoada. Por um bom tempo, acreditei que contos de fadas pudessem se tornar reais, e você leitora, também! Não negue, voce achava que um dia que um dia o príncipe encantado viria te buscar, moraria com ele num castelo e viveriam felizes para sempre. É isso que a gente cresce ouvindo e é com isso que a gente gosta de sonhar. O problema é que quando nossas mães contam essas historias elas esquecem de nos lembrar que nós não somos exatamente PRINCESAS. Somos meio bruxas as vezes, meio rabugentas. Somos normais, tiramos melecas e temos dor de barriga. Princesas não peidam. Não somos princesas.
Percebemos isso alguns anos mais tarde...e quem vem ensinar é a vida. Esse novo mundo das super mulheres. Não temos mais tempo pra perder sonhando, estamos ocupadas tentando ser bem sucedidas. Temos que fazer uma puta faculdade, conseguir um cargo bom numa empresa ótima. Trabalhamos mais e ganhamos menos, por isso temos que nos esforçar mais e mais.
Essa nova dinâmica dividiu as meninas em dois grupos: as que querem constituir família cedo, ter filhos logo e se acomodar jovem e as que querem ter carreira, ganhar a vida antes de se acomodar.
Eu não sei bem em que parte da minha vida eu parei de sonhar. Fui para o grupo da carreira primeiro. Você que ta lendo isso agora provavelmente ta nessa cmg. Quer fazer faculdade, correr atrás de um lugar ao sol, viajar, conhecer gente, ter seus trens td certim. Já parou pra pensar que nada disso era opção pra sua avó?
Um grande amigo me chamou de feminista essa semana. Talvez eu seja. Mas não excluo o direito dos caras de fazerem o mesmo. Enfim... essa nossa nova classe de “mulheres com o futuro brilhante” me parece que passa por muitas dificuldades. Assim como o outro grupo que vai trocar fralda de bebe e fazer a janta do marido antes dos 25.
Não quero parecer de forma alguma preconceituosa. O grupo da carreira lá, também não vive feliz para sempre. Tanto que não existem contos de fadas sobre a “mulher de negócios encantada”.
Também não quero parecer pessimista. Final feliz não é fácil assim pra ninguém. Ate pq eu já disse, essa é coisa é pras princesas, menina, e você...você arrota po!

*
Kisses.

OBS: resolvir editar pra colocar uma nota. Super parecida com a letra de brick by Boring Brick esse post.


postado por Sara Reis -

Comentários:

Sarinha...não sei se você é tão feminista quanto seu amigo disse. Acho que apenas defende muito bem seu ponto de vista ... se feminista for isso, ele está certo; se não...

Uma coisa que eu percebi, lendo seu texto: muitas vezes achamos que aquelas que querem levar a vida doméstica estão por fora da realidade, do mundo em que a gente vive...igualzinho era feito com as mulheres que um dia brigaram pela vida na "sociedade do trabalho" pretensamente machista. Pretensamente,porque acredita (acreditava) que os homens tem razão. A força é das mulheres, precisamos entender isso.


Escrevi quase outro texto, desculpe Sarinha.
Beijos

 

É tosco eu ficar aqui te elogiando, todo mundo sabe que eu sou sua fã numero um!
você é sinistra, devia ter uma coluna na veja(?)!

 

Acho que no fundiiinho ainda to esperando meu príncipe encantado! kkk!
Ameei o texto Sarinha! E não vou cobrar direitos autorais! Já to me sentindo o suficiente! rsrs!

Beeijo*

 

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